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Este logotipo foi desenhado pela Rita Gerardo Pinto. Pertence a uma segunda série de trabalhos sobre o nome desta editora que a Rita começou a imaginar no segundo trimestre deste ano. Foi um artigo que li numa "Monocle" do início do ano - lá para Março - que me deu a ideia de pôr de pé uma editora de nicho, neste caso, de fotografia. A escolha do nicho tem a ver com os meus gostos pessoais, mas também com a constatação de que entre nós não existe uma colecção de livros de fotografia - existem várias edições de formatos diversos, a maioria "tablebooks" ou grandes álbuns. Mas o que eu queria era criar uma editora com padrões de qualidade gráfica e de impressão que produzisse livros manuseáveis com facilidade, que coubessem numa estante normal, que pudessem ser folheados em qualquer lugar e que sobretudo tivessem um preço que não fosse muito alto - vão ser colocados à venda a 17 euros. Além disso queria um formato uniforme, que permita coleccionar. A Mónica Bello, que eu conheço dos tempos de "O Independente", ajudou-me a pôr de pé o projecto do ponto de vista técnico e, sobretudo, com a sua obsessão pelo detalhe, corrigiu gralhas e erros diversos dos primeiros projectos. E finalmente, o autor: conheço o Luiz Carvalho há quase quatro décadas e sempre gostei da forma como ele fotografa - gosto do "VER" que ele tem, que é, para mim, a coisa fundamental da fotografia. E assim se fez esta primeira edição, que agora sai a público.

Devo dizer que recorri despudoradamente a amigos e à família para fazer uma espécie de "focus group" próprio que me ajudou a decidir algumas coisas. E o incentivo, apoio e sentido crítico de todos os que me são mais próximos foi fundamental para que esta edição fosse o que é - e que este Domingo, 13 de Outubro, se revela na "Ler Devagar", graças à paciência da equipa da livraria e ao apoio do meu distribuidor, amigo de longa data, o Jorge Azevedo, da Jazz.

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Esta colecção pretende ser um ponto de encontro entre quem faz fotografia e quem gosta de a ver. Ao longo dos anos, a imprensa vulgarizou a imagem fotográfica e, nos anos mais recentes, o digital tornou-a acessível, como nunca antes havia sido. A maior parte dos telemóveis tem hoje a capacidade de registar imagens e, na internet, a partilha defotografias tornou-se fácil e é actualmente um dos maiores motivos de aproximação entre pessoas.


Mesmo que, nos tempos que correm, a fotografia impressa em papel esteja em desuso, poucos suportes a conseguem mostrar melhor. Uma imagem impressa ganha um estatuto de perenidade difícil de obter, por enquanto, de outra forma.


Não deixa de ser paradoxal que, nestas circunstâncias, a imprensa tenha vindo a desinvestir na fotografia. Raros são os jornais ou as revistas onde, agora, se pode publicar uma grande reportagem ou um ensaio fotográfico.


Há cerca de 35 anos, comecei a trabalhar nos jornais e comunicação precisamente como repórter fotográfico e, ao longo do tempo, a edição fotográfica em imprensa foi sempre um dos meus focos de interesse. Esta colecção é,assim, o regresso a uma das minhas paixões.


Amieira nasce com o objectivo de perpetuar colecções de fotografias, com critério mas sem barreiras. Ao longo do tempo, conto publicar autores de formações e experiências diversas, livros que podem ser constituídos por inéditos, mas também por testemunhos de uma vida, como deliberadamente é este de Luiz Carvalho, que escolhi para inaugurar a colecção.


O objectivo de Amieira é publicar entre quatro a seis livros por ano e criar uma colecção que mostre os diversos caminhos da imagem fotográfica. O fotojornalismo, a fotografia documental, o ensaio fotográfico, a moda e a publicidade, normalmente subalternizados em Portugal na edição em livro, terão aqui o acolhimento que merecem.


Uma nota final: Amieira é o nome de uma aldeia, no Alto Alentejo, de onde é originária a minha família, e em cujas ruas e campos comecei a fotografar. Muito do que sou - até a paixão que tenho pela fotografia - devo-o a esta terra, onde os meus antepassados estão desde o início do século XVII.  Esta é a razão do nome da colecção: Amieira.


Manuel Falcão

Setembro de 2013


 


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