Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Este é o prefácio escrito por Edson Athayde para "2013-personal works", de Carlos Ramos.

 

 

 

Nem todos os retratistas são fotógrafos, nem todos os fotógrafos são retratistas.

Carlos Ramos é ambas as coisas. E, além disso, excelente nas duas funções.

A obra que tem em mãos é uma prova disso. Vale mais do que as milhões de

palavras que eu poderia escrever. Mas, assumindo a minhas limitações enquanto

escrevinhador, tentarei lançar algumas luzes sobre o trabalho deste artista

das sombras, deste profissional que se destaca na moda, na publicidade, no

fotojornalismo.

O retrato é verdade e uma ilusão. Porque o retratado é pessoa e uma projeção.

Os retratos falam, exibem, escondem, contam, narram, explicam, confundem.

Sendo uma fracção da realidade, estão muito mais no campo da fantasia. Carlos

Ramos joga esse jogo com mestria. O que faz-me lembrar Oscar Wilde que

dizia que “um retrato pintado com a alma é um retrato não do modelo, mas

do artista”.

Por isso, folheie este livro sem pressa, viaje por estas páginas como se estivesse

a passear pelos corredores de uma galeria ou pelos labirintos de uma casa de

espelhos. Trata-se de um trabalho pleno de beleza, poesia e de emoção.

Ou como diria o meu Tio Olavo, citando Chico Buarque: “Vou colecionar mais um

soneto/Outro retrato em branco e preto/A maltratar meu coração”.

Autoria e outros dados (tags, etc)



foto do autor

  • 4 seguidores

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D